As cinco seleções que mudaram a história das Copas do Mundo - Resenha crítica - 12min Originals
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As cinco seleções que mudaram a história das Copas do Mundo - resenha crítica

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Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 

Editora: 12min

Resenha crítica

Existe um tipo de time que não se mede apenas pelo troféu. Se mede pela marca que deixa na memória de quem assistiu. Pelo gol que o seu avô descreve com os olhos fechados. Pela jogada que aparece toda vez que alguém tenta explicar por que o futebol é o esporte mais popular do planeta.

Ao longo de vinte e duas edições da Copa do Mundo da FIFA, realizadas entre mil novecentos e trinta. e dois mil e vinte e dois, oitenta seleções disputaram a fase final do torneio. Apenas oito levantaram o troféu. Mas um punhado delas fez algo mais do que vencer... mudou a maneira como o esporte é jogado, assistido e lembrado.

Estas são cinco delas.

A primeira não poderia ser outra. Brasil, mil novecentos e setenta, México.

Se o futebol fosse música, aquela seleção brasileira seria uma orquestra em que todos os músicos eram solistas. Pelé, Jairzinho, Tostão, Gérson, Rivelino, Carlos Alberto. Cada um seria o melhor jogador de qualquer outro time do mundo. Juntos, eram algo que o esporte nunca tinha visto e talvez nunca veja de novo.

O Brasil de setenta venceu os seis jogos do torneio, marcou dezenove gols e sofreu sete. Jairzinho fez gol em todas as seis partidas, um feito que nenhum outro jogador igualou em uma Copa do Mundo, segundo registros da FIFA.

Pelé marcou quatro gols e deu seis assistências, o recorde de assistências em uma única edição de Copa, segundo análise do The Analyst com dados da Stats Perform. Ele criou vinte e oito chances ao longo do torneio, vinte e sete em jogadas de bola rolando.

Aquela Copa também foi a primeira transmitida ao vivo em cores. O mundo viu pela primeira vez aquela camisa amarela, aquele calção azul, aquelas meias brancas. E viu o gol de Carlos Alberto na final contra a Itália... uma jogada com nove passes envolvendo sete jogadores de linha, terminando com uma pancada no canto. A Itália perdeu de quatro a um. O zagueiro italiano Tarcisio Burgnich, que marcou Pelé durante a final, disse depois... "Antes do jogo, eu disse a mim mesmo que ele era feito de pele e ossos como todo mundo. Eu estava errado."

Com aquela conquista, o Brasil ficou com a Taça Jules Rimet em definitivo, por ter vencido três vezes. A taça foi roubada no Rio de Janeiro em mil novecentos e oitenta e três e nunca mais foi encontrada. Acredita-se que foi derretida pelo ouro maciço de mais de três quilos.

Mário Zagallo, o técnico, se tornou a primeira pessoa da história a conquistar a Copa como jogador, em cinquenta e oito e sessenta e dois, e como treinador, em setenta. E Pelé se tornou o primeiro e até hoje único jogador a vencer três Copas do Mundo.

Um detalhe que pouca gente lembra. Pelé tentou um chute do meio de campo contra a Tchecoslováquia, de quase cinquenta e quatro metros. Errou por pouco. Contra o Uruguai, tentou de ainda mais longe... cerca de sessenta e oito metros. O futebol de setenta não era só bonito. Era ousado ao ponto do absurdo. E aquele Brasil jogava como se não existisse consequência para tentar o impossível.

Segunda seleção. Alemanha Ocidental, mil novecentos e setenta e quatro.

Se o Brasil de setenta era a orquestra, a Alemanha de setenta e quatro era o relojoeiro. Franz Beckenbauer reinventou a posição de zagueiro, subindo com a bola desde a defesa, organizando o jogo como um maestro de terno. Gerd Müller, o artilheiro, precisava de meio segundo e meio metro para resolver qualquer partida.

Na final, a Alemanha enfrentou a Holanda de Johan Cruyff, que chegava invicta e com o conceito revolucionário do Futebol Total, em que todos os jogadores atacavam e todos defendiam. A Holanda abriu o placar antes mesmo de qualquer alemão tocar na bola... o lance mais rápido da história das finais até então. Mas a Alemanha virou para dois a um. O pragmatismo derrotou a arte. Beckenbauer levantou o troféu e provou que disciplina e inteligência tática podiam ser tão devastadoras quanto talento puro.

A curiosidade desse jogo que quase ninguém cita e é super importante. Aquela Alemanha perdeu um jogo na fase de grupos... para a Alemanha Oriental. O único confronto entre as duas Alemanhas em uma Copa. Jürgen Sparwasser marcou o gol que deu a vitória ao lado oriental. A Alemanha Ocidental perdeu o jogo, mas usou a derrota como combustível. Às vezes, o tropeço certo no momento certo acorda um time que já estava dormindo em pé.

Terceira seleção. Itália, dois mil e seis, Alemanha.

A Itália chegou àquela Copa em meio a um dos maiores escândalos de corrupção da história do futebol. O Calciopoli, uma investigação sobre manipulação de resultados na liga italiana, ameaçava rebaixar clubes como Juventus, Milan e Fiorentina. Vários jogadores da seleção eram desses clubes. O ambiente era de caos.

E foi nesse cenário que a Itália fez algo improvável. Na fase de grupos, não venceu nenhum jogo no tempo regulamentar... empatou com Estados Unidos e Gana, e venceu a República Tcheca por dois a zero. Mas a partir das oitavas, virou outra equipe. Eliminou a Austrália nos acréscimos, a Ucrânia nas quartas, e a anfitriã Alemanha na semifinal com dois gols nos minutos finais da prorrogação, em um dos jogos mais dramáticos da história das Copas.

Na final contra a França, o momento que ninguém esquece. Zinedine Zidane, o melhor jogador daquela Copa, jogando a última partida da carreira, deu uma cabeçada no peito do zagueiro italiano Marco Materazzi e foi expulso. A Itália venceu nos pênaltis. Fabio Cannavaro, o capitão, jogou o torneio inteiro sem ser driblado e ganhou a Bola de Ouro. Gianluigi Buffon sofreu apenas dois gols em sete jogos, e um deles foi de pênalti. A Itália provou que resiliência pode ser tão poderosa quanto talento.

Um detalhe que vale registrar. Quatro anos antes, em dois mil e dois, a Itália havia sido eliminada nas oitavas pela Coreia do Sul, em um jogo marcado por arbitragem polêmica que até hoje gera debate. E quatro anos depois, em dois mil e dez, seria eliminada na fase de grupos. A janela de dois mil e seis foi um daqueles momentos raros em que tudo se alinha para um time que, no papel, não deveria estar ali.

Quarta seleção. Alemanha, dois mil e quatorze, Brasil.

Se existe um jogo que define uma era do futebol, é o sete a um. Brasil e Alemanha, semifinal, Belo Horizonte, oito de julho de dois mil e quatorze. O placar mais improvável da história das Copas. A Alemanha marcou cinco gols em dezoito minutos no primeiro tempo. O Mineirão, lotado de torcedores brasileiros, passou de esperança a silêncio absoluto.

Mas aquele resultado não foi acidente. A Alemanha de Joachim Löw era o produto de uma reforma estrutural que começou depois do fracasso na Eurocopa de dois mil. O país investiu em centros de formação, padronizou a metodologia de treino de jovens e criou uma geração que combinava disciplina alemã com técnica de origem multicultural. Mesut Özil, Sami Khedira, Jérôme Boateng, Miroslav Klose... muitos eram filhos de imigrantes, reflexo de uma Alemanha que mudava dentro e fora do campo.

Na final, contra a Argentina de Messi, a Alemanha venceu por um a zero na prorrogação, com gol de Mario Götze. Klose, que marcou dois gols naquela Copa, se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo com dezesseis gols, superando o recorde de quinze que pertencia a Ronaldo, o brasileiro. Götze, o herói da final, tinha vinte e dois anos. Löw o colocou em campo no segundo tempo da prorrogação e disse a ele... "Mostre ao mundo que você é melhor que Messi." Götze dominou no peito e bateu de esquerda. Um gol que mudou a vida de um garoto e deu à Alemanha seu quarto título mundial.

Quinta seleção. Argentina, dois mil e vinte e dois, Catar.

A Copa de dois mil e vinte e dois foi, de muitas maneiras, a Copa de Lionel Messi. E a final contra a França foi, possivelmente, a melhor partida da história do torneio.

A Argentina abriu dois a zero e parecia ter o jogo resolvido. Então Kylian Mbappé marcou dois gols em noventa e sete segundos, incluindo um de voleio que desafiou a física. Na prorrogação, Messi marcou de novo, a Argentina foi para três a dois, e Mbappé empatou de pênalti, completando um hat-trick em final de Copa, algo que só Geoff Hurst havia feito, em mil novecentos e sessenta e seis. A decisão foi para os pênaltis. O goleiro Emiliano Martínez, que provocou os cobradores franceses antes de cada batida, defendeu uma cobrança. Argentina, quatro a dois nos pênaltis. Messi, aos trinta e cinco anos, finalmente levantou o troféu que faltava.

Aquela seleção argentina não era a mais talentosa da história. Mas era a mais unida. O técnico Lionel Scaloni, que nunca tinha comandado uma seleção principal antes de assumir a Argentina em dois mil e dezoito, construiu um grupo que jogava por Messi sem que Messi precisasse carregar sozinho. Enzo Fernández ganhou o prêmio de melhor jogador jovem do torneio. Julián Álvarez marcou quatro gols. A Argentina perdeu para a Arábia Saudita na estreia, um resultado considerado por muitos como a maior zebra da história das Copas, e mesmo assim se reergueu, vencendo cinco jogos seguidos até o título.

Messi encerrou a Copa com sete gols e três assistências. Aos trinta e cinco anos, no que provavelmente foi sua última Copa, ele fez o que Maradona fez em oitenta e seis e o que Pelé fez em setenta... carregou uma nação inteira nos ombros e saiu com o troféu.

Duas ausências que merecem menção, porque a história das Copas não é feita só de campeões. A Hungria de mil novecentos e cinquenta e quatro, que chegou invicta a trinta e dois jogos, destruiu rivais por placares de oito a três e nove a zero, e perdeu a final para a Alemanha Ocidental no que ficou conhecido como o Milagre de Berna. E a Holanda de mil novecentos e setenta e quatro, que revolucionou o futebol com o conceito de Futebol Total, em que qualquer jogador podia ocupar qualquer posição, mas nunca conquistou o título. Perdeu duas finais seguidas, em setenta e quatro e setenta e oito. As duas são a prova de que grandeza e troféu nem sempre andam juntos.

A Copa do Mundo de dois mil e vinte e seis, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, terá pela primeira vez quarenta e oito seleções. O torneio vai mudar de formato, e novas histórias vão ser escritas. Mas o que define uma grande seleção nunca muda. Não é só vencer. É fazer as pessoas lembrarem como você venceu.

O que fazer com essa informação

Se você é fã de futebol e a Copa de dois mil e vinte e seis está chegando, conhecer a história do torneio é a melhor preparação que existe. Saber o que aconteceu em setenta, em dois mil e seis, em dois mil e quatorze e em dois mil e vinte e dois muda a maneira como você assiste aos jogos. Você começa a enxergar padrões... como times que sofrem na fase de grupos podem explodir nas eliminatórias, como a Itália de dois mil e seis fez, ou como uma derrota inesperada na estreia, como a da Argentina contra a Arábia Saudita, não significa o fim.

Se você trabalha com conteúdo, produção audiovisual ou redes sociais, a Copa de dois mil e vinte e seis é o maior evento de mídia do planeta. Com quarenta e oito seleções e jogos em três países, o volume de audiência e engajamento vai ser o maior da história. Ter domínio sobre as narrativas históricas do torneio, saber contar a história do sete a um ou da final de dois mil e vinte e dois, é o tipo de repertório que separa conteúdo genérico de conteúdo que conecta.

Se você é investidor ou empreendedor, a Copa movimenta centenas de bilhões de dólares em turismo, publicidade, direitos de transmissão e consumo. Entender o calendário, os mercados envolvidos e o impacto econômico dos países-sede pode abrir oportunidades concretas nos próximos meses.

Se você gosta de apostar ou acompanhar casas de apostas, a história mostra que favoritos caem com frequência. A Hungria de cinquenta e quatro, o Brasil de dois mil e quatorze, a Alemanha de dois mil e dezoito, todas foram eliminadas quando ninguém esperava. A Copa recompensa quem estuda os detalhes, não quem segue o óbvio.

E para todos... as cinco seleções desta lista são a prova de que existe mais de um caminho para a grandeza. Pode ser pela arte, como o Brasil de setenta. Pela disciplina, como a Alemanha de setenta e quatro. Pela resiliência, como a Itália de dois mil e seis. Pelo planejamento, como a Alemanha de dois mil e quatorze. Ou pela união, como a Argentina de dois mil e vinte e dois. Saber reconhecer esses caminhos muda a forma como você entende não só o futebol, mas qualquer desafio coletivo.

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